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Planejar ou não planejar? Imprimir E-mail
Escrito por Dora Guiseline   
22 / 09 / 2008


Muitas vezes, fazemos diversos planos, imaginamos nossa vida (ou alguma área de nossa vida!) de uma determinada forma e, de repente, vem o Universo e muda tudo, nos carregando em outra direção; muitas vezes em direções completamente opostas daquela que estavamos seguindo. Quando nos damos conta, tudo está diferente: a situação, os sentimentos, as emoções, as condições / recursos, objetivos e, principalmente, nós mesmos.

Nestes momentos, as metas e objetivos - o antigo planejamento que havíamos feito - perde todo seu significado. O que antes era importante para nós deixa de ser. O que antes queriamos alcançar perde a graça. O caminho que antes queriamos trilhar agora parece incerto, nebuloso. E o que queremos para nosso futuro nem sempre é nítido.

Ficamos confusos, perdidos. Ficamos como o rapaz da carta número 12 do Tarot de Marselha, o Enforcado. Nos sentimos estagnados, suspensos, sem condições de dar o próximo passo. Assim como o Enforcado, vemos nosso mundo de cabeça para baixo.

Este período de suspensão, de estagnação, de falta de movimento, embora doloroso é extremamente necessário. Não somos seres prontos, acabados, perfeitos. Somos seres em constante mutação, transformação. Estes momentos de suspensão nos fazem entrar em um estado mais introspectivo, assimilando estas transformações, assim como a lagarta, suspensa em seu cásulo, aguardando o momento de mostrar ao mundo as suas asas de borboleta.

Isso nos acontece o tempo todo e nos faz, muitas vezes, pensar se vale a pena ou não planejar, afinal quem garante que ao acordarmos no dia seguinte ainda iremos querer as mesmas coisas?

Acredito que não planejar é tão nocivo quanto seguir rigidamente um planejamento. Muitas vezes uma pessoa se torna tão obssessiva por sua meta que nem ao menos se pergunta se conseguir ser ou ter tal coisa é realmente importante para ela. No final, quando alcança o que queria bate a frustração, pois percebe que aquilo pelo que tanto lutou deixou de ser importante a muito tempo...

É necessário encontrar o equilíbrio. Precisamos ter um foco, saber o que queremos e o que não queremos para nossa vida, até mesmo para perdermos menos energia em vão. Somos mais produtivos, eficientes e bem sucedidos quando sabemos claramente para onde ir e como chegar até lá. Quando temos este foco, fica mais difícil nos desviarmos de nossos caminhos.

Mas precisamos também estar abertos para recebermos as mudanças que acontecem, para percebermos quando algo deixa de ser importante e porquê; precisamos saber seguir em novas direções, quando necessário, abandonando tudo o que nos prende.

É fácil? Não, não é. Este tipo de equilíbrio exige bom senso, discernimento, desapego, inteligência emocional entre outros.

Quando passamos muito tempo nesta suspensão, sem conseguirmos dar o próximo passo, podemos contar com o auxílio da terapia para nos ajudar nesta fase de transição. A terapia nos ajuda a perceber o que está mudando em nós, o que precisamos soltar e em qual direção o próximo passo deve ser dado.

 

 

Dora Guiseline - 2006-2008. É permitido a reprodução em seu site, blog, entre outros, desde que sem nenhuma alteração do conteúdo e incluindo o nome da AUTORA e o link para seu site - www.revolucione.com.br.    
Última Atualização ( 24 / 09 / 2008 )
 
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